sábado, 8 de setembro de 2007

Antepenúltimo Amor

Bem à priori este poema vai para uma pessoa que gosto muito, o qual está passando por uma fase difícil, e representei a sua situação neste pequeno poema. E o título remete que o último amor ainda tem 2 cartuchos para chegar, se é ó último quando a pessoa não estar disposta amar nunca mais, nem sempre a vida é assim que todos devem limiar pelo extremismo, ame-se a si próprio para que cresça com a vida.


Antepenúltimo Amor

Tricotar um novelo de lã para o inverno
Forte e corte quanto uma lança
Gélido e estridente choro daquele velho
Amor que estava escondido até a última dança
Não quero remendar o agasalho neste outono
Quero um amor novo, sem dono
Chega de formol nesta relação necrófila
Mórbida que me puxa ao sono
Esquecendo o que eu sou o próximo da fila

Para ser feliz neste mundo cruel de injustiça
Aquele que foi deixado de lado, há ainda espaço
Não posso morrer por ninguém, mesmo de mentira
Que recolha algumas migalhas de pena
Ainda é pouco para o meu coração despedaçado

Quero lutar pela sobrevivência do último simplório
Comemorando a cada dia, uma vitória na última badalada
Para que me encontre dentro de mim, o amor-próprio
Que mande flores e uma canção amorosa à minha nova namorada

Abs
Guto